O que é educação libertária?

No início do século XX uma nova concepção de educação emergiu entre os anarquistas do Movimento Operário Brasileiro, inspirada nos movimentos educacionais europeus – a pedagogia libertária.

Para os anarquistas, a educação é um dos meios de ação direta. Não a educação oferecida pelo Estado, que massifica o trabalhador, mas a educação regida pela própria comunidade, que emancipa porque se faz com liberdade. A pedagogia libertária, reúne as ideias da educação integral, os princípios da autogestão e da educação racional. Em todas as concepções o que predomina é a liberdade para aprender sem que haja controle do professor. Este é antes um guia que acompanha e contribui para que o próprio estudante encontre o caminho para o conhecimento.

Na educação libertária prevalece a liberdade, o respeito à individualidade, a solidariedade e a cooperação, não havendo, portanto, qualquer tipo de competitividade ou meritocracia. 

Entre os principais representantes dessa concepção de educação podemos destacar os precursores Pierre-Joseph Proudhon, Mikhail Bakunin, Liev Tolstói, Paul Robin, Sébastien Faure, Francisco Ferrer y Guardia e Fernand Pelloutier.

As experiências educacionais mais relevantes são: a Escola Moderna (Ferrer y Guardia), o Orfanato de Cempuis (Robin), a Colmeia (Faure) e as Escolas do Sindicato (Pelloutier). 

No Rio de Janeiro destacam-se as seguintes experiências educacionais: a Universidade Popular (1904); a Escola Operária 1º de Maio (1912), a Escola Moderna de Petrópolis (1913) e a Escola da Liga Operária da Construção Civil (1921).